Skincare, Dorama e K-pop: Como a Cultura Coreana Virou de Casa no Brasil

Trope-se
Consultoria de Novas Gerações · 11 de agosto de 2026

Quase 90% dos brasileiros já consomem produções coreanas — e para a GenZ, o hype vai muito além da tela: virou identidade, comportamento e jeito de consumir
Se você ainda não caiu nessa toca de coelho dos k-dramas, animes ou K-pop, cuidado. Uma vez que entra, não tem mais volta. E a GenZ brasileira sabe muito bem disso. 🐰
O Brasil virou oficialmente um país dorameiro. Segundo pesquisa da Ecglobal, quase 90% dos brasileiros já consomem produções coreanas, e mais da metade assiste toda semana. O hype é tamanho que os doramas superaram até a música: mais de 80% dos usuários de streaming estão maratonando essas séries. A Netflix lidera como plataforma preferida (60%), mas o YouTube reina quando o assunto é K-pop.
E aqui tem um detalhe muito brasileiro: 53% dos dorameiros preferem assistir com dublagem em português. A cultura chegou, mas adaptou o sotaque.
Mas essa febre não para nas telas. A influência oriental já virou comportamento, guarda-roupa e carrinho de compras. Em 2025, 47% dos brasileiros querem ir a eventos da cultura sul-coreana — de festivais a shows de K-pop e fan meetings. No consumo: 48% já compraram eletrônicos coreanos, 41% alimentos e bebidas, e 40% mergulharam no mundo dos cosméticos coreanos (Winnin, 2025). Alguém aí falou blush cor de pêssego e camisa oversized?
Do entretenimento à identidade
A pesquisa Quem Influencia a Geração Z?, do InstitutoZ da Trope-se em parceria com o YOUPIX (2025), ajuda a entender por que esse movimento é tão profundo. Mais de 80% da GenZ já seguiu uma trend de beleza vinda das redes, e quase metade sofre impacto direto de creators quando o assunto é moda.
Quando uma influenciadora coreana posta sua rotina de skincare com 12 etapas ou um idol aparece com uma estética específica, o efeito no comportamento da GenZ brasileira é imediato e mensurável.
E não é só moda e beleza. A pesquisa Geek Power 2024, da Crunchyroll, mostra que mais de 66% dos otakus amam comprar roupas de seus animes favoritos. O fandom virou mercado — e um mercado com comunidade, identidade e muito engajamento.
O que está em jogo aqui não é só entretenimento. É a forma como as novas gerações constroem quem são.
A GenZ brasileira cresceu numa internet sem fronteiras. Para ela, consumir cultura coreana não é exótico — é parte natural de um repertório global que mistura funk, K-pop, anime, sertanejo e dorama sem nenhuma contradição. Não é imitação. É síntese.
O que isso significa para marcas
Quando uma geração adota uma cultura com essa profundidade — do consumo de mídia ao estilo de vida, da skincare ao guarda-roupa — ela está sinalizando algo que vai além de uma trend passageira. Está sinalizando valores: cuidado com a aparência como forma de autocuidado, estética como expressão de identidade, comunidade como parte essencial da experiência cultural.
Marcas que entenderam isso já estão dentro da conversa. Boticário com a comunidade do dorama, colabs de moda com universos do anime, produtos de beleza inspirados na rotina coreana — todas essas são entradas legítimas num fandom que compra, compartilha e defende com muita intensidade o que considera parte da sua identidade.
A cultura oriental pode ter vindo de longe. Mas por aqui já virou de casa. E quem não percebeu ainda está perdendo uma conversa que a GenZ já está tendo há anos.

Trope-se
Consultoria de Novas Gerações
A Trope-se é uma consultoria de novas gerações que ajuda marcas a rejuvenescerem suas estratégias de negócios, conectando-as com a GenZ e GenAlpha a partir de interpretações antropológicas. Fundada em 2021, a martech da creator economy tem como principal objetivo acelerar companhias que necessitam fazer parte da cultura da internet. Especializada em impulsionar o protagonismo dos nativos digitais, a Trope-se busca ser o braço das novas gerações das empresas.
