A GenZ não compra sem pesquisar

Trope-se
Consultoria de Novas Gerações · 11 de agosto de 2026

Estudo do InstitutoZ com a YOUPIX mostra como reviews e curadoria digital moldaram uma geração de consumidores que confiam.
Antes de comprar, a GenZ pesquisa. Compara. Assiste ao unboxing. Lê os comentários. Verifica se o influenciador tem publi com a marca. E só então decide.
Esse comportamento não é exagero nem paranoia — é uma geração que cresceu com excesso de informação e aprendeu, na prática, a filtrar o que vale e o que é só marketing bem embalado.
O InstitutoZ, em parceria com a YOUPIX, mapeou quem influencia a Geração Z e como isso se traduz na decisão de compra. Os dados revelam um consumidor bem mais sofisticado do que o mercado costuma imaginar.
Confiança existe — mas é condicional
47% dos respondentes confiam consideravelmente nos influenciadores. Mas 44% consideram que a opinião deles não é determinante.
Para 35% da GenZ, formação acadêmica não importa: o que conta é a qualidade do conteúdo. Para outros 48%, formação e experiência prática são o principal critério para considerar alguém autoridade no assunto.
O influenciador de nicho médio ou pequeno gera mais confiança para 37% da geração. E isso faz sentido: quanto mais específico o criador, mais coerente tende a ser o histórico de recomendações — e mais fácil para o seguidor perceber quando algo destoa.
"A curadoria envolve assistir a reviews e unboxings, pesquisar e comparar preços, e saber se existem cupons de desconto. Isso geralmente acontece com produtos que são mais caros e demandam um gasto maior", afirma Luiz Menezes, CEO da Trope-se.
Qualidade antes de preço
Os fatores que mais pesam na decisão de compra de produtos recomendados por influenciadores: qualidade (66%), feedbacks de outros consumidores (59%) e preço (53%).
46% considera aspectos éticos da marca antes de comprar. E 61% já desistiu de uma compra após descobrir informações negativas sobre a empresa.
Esses números dizem algo importante: a GenZ não compra só porque um criador indicou. Ela usa a recomendação como ponto de partida — e vai atrás do resto por conta própria.
O que isso muda para marcas e criadores
Para os nativos digitais, identificar uma publi forçada é relativamente simples. O histórico está lá, público, comparável. Um influenciador que recomenda produtos fora do seu universo de conteúdo perde credibilidade — não de uma vez, mas aos poucos, post a post.
A creator economy virou economia de verdade. E o que sustenta essa economia não é o alcance dos criadores — é a confiança que eles constroem (ou perdem) ao longo do tempo com suas audiências.

Trope-se
Consultoria de Novas Gerações
A Trope-se é uma consultoria de novas gerações que ajuda marcas a rejuvenescerem suas estratégias de negócios, conectando-as com a GenZ e GenAlpha a partir de interpretações antropológicas. Fundada em 2021, a martech da creator economy tem como principal objetivo acelerar companhias que necessitam fazer parte da cultura da internet. Especializada em impulsionar o protagonismo dos nativos digitais, a Trope-se busca ser o braço das novas gerações das empresas.
