81% da GenZ já foi a um restaurante por indicação de influenciador
O TikTok virou o novo buscador de comida, e isso mudou a forma como negócios de alimentação sobrevivem ou fecham as portas.

Trope-se
Consultoria de Novas Gerações · 11 de agosto de 2026

A GenZ não vai ao Google procurar indicação de restaurante. Ela abre o TikTok. Esse comportamento pode parecer detalhe, mas tem consequências reais para negócios, criadores e marcas. O InstitutoZ, em parceria com a YOUPIX, mapeou como os influenciadores impactam as decisões de compra da Geração Z, e o setor de alimentação é um dos casos mais reveladores.
81% dos respondentes já visitaram restaurantes ou compraram alimentos indicados por influenciadores. Não é tendência, é a nova lógica de descoberta de um público que não quer ler avaliação de estrelas. Quer ver o prato. O atendimento. A fila. A cara do lugar.
O TikTok como novo buscador
"A GenZ não vai mais no Google procurar por indicações de restaurantes e isso acontece porque cada vez mais querem ver o estabelecimento, a comida e o atendimento. Esse público precisa saber como é a experiência como um todo e, muitas vezes, os vídeos feitos por influenciadores criam justamente o desejo de fazer parte daquilo também", afirma Luiz Menezes, CEO da Trope-se.
Esse movimento criou uma nova categoria de criador: o reviewer de gastronomia. A fórmula é simples — vai ao restaurante, pede itens do cardápio, grava, compila, opina. Com ou sem publi. Com ou sem permuta. O que mais importa é a linguagem orgânica, não-publicitarizada, que gera engajamento porque parece verdadeiro — porque, muitas vezes, é.
Quando viralizar salva um negócio
Alguns dos casos mais emblemáticos dessa dinâmica vieram de pequenos empreendedores que estavam à beira do fechamento. Em Manaus, uma choperia viralizou depois que uma vizinha postou um vídeo mostrando o dono preocupado com o salão vazio. O vídeo ultrapassou 8 milhões de visualizações no TikTok — e o movimento virou. Uma cafeteria que quase faliu na pandemia foi salva pelo filho da dona, que começou a produzir conteúdo e mudou o destino do negócio.
Esses casos revelam algo que vai além do marketing: a creator economy criou uma forma de distribuição que antes estava reservada apenas a grandes marcas com verba de mídia. Um único vídeo, postado por uma pessoa comum, pode ter mais impacto do que uma campanha inteira.
Do consumidor passivo ao protagonista
59% da GenZ afirma que influenciadores impactam suas decisões de viajar ou visitar novos lugares. E cada vez mais, quem começa fazendo reviews de forma informal acaba se profissionalizando — entendendo que o papel do creator é o de uma empresa, com necessidade de expansão e diversificação de receita além da publicidade.
O consumidor saiu do lugar passivo. Ele cria, opina, distribui — e com frequência tem mais voz, relevância e autoridade do que grandes marcas. Isso alterou não só a forma de comunicação, mas o comportamento e as estratégias de grandes anunciantes. A creator economy no Brasil já transcende gerações. E o setor de alimentação é a prova mais concreta disso.
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A Trope-se é uma consultoria de novas gerações que ajuda marcas a rejuvenescerem suas estratégias de negócios, conectando-as com a GenZ e GenAlpha a partir de interpretações antropológicas. Fundada em 2021, a martech da creator economy tem como principal objetivo acelerar companhias que necessitam fazer parte da cultura da internet. Especializada em impulsionar o protagonismo dos nativos digitais, a Trope-se busca ser o braço das novas gerações das empresas.

