80% da GenZ acredita que memes facilitam a conexão entre pessoas

Trope-se
Consultoria de Novas Gerações · 11 de agosto de 2026

Meme não é só piada. Para a Geração Z, ele é linguagem, pertencimento e forma de se relacionar com o mundo. É o que revela uma pesquisa exclusiva do InstitutoZ da Trope-se, realizada em parceria com o Saquinho Mídias Criativas, que ouviu 1.755 pessoas de todos os estados do Brasil — sendo 1.479 da GenZ — para entender as motivações, os hábitos e o impacto da cultura de memes nessa geração.
O dado mais revelador: 80% dos respondentes acreditam que memes facilitam a conexão entre as pessoas. Parece óbvio para quem cresceu na internet. Mas esse número muda completamente a forma como marcas, comunicadores e empresas deveriam encarar o meme no dia a dia digital.
Diversão é o ponto de entrada. Conexão é o destino.
A motivação principal para consumir memes é a diversão — 92% dos respondentes concordam com isso. Mas parar na diversão é perder a parte mais importante da equação.
Luiz Menezes, fundador da Trope-se, resume bem:
"O meme funciona como linguagem de associação. Permite expressar ideias complexas mesmo na ausência das palavras certas e cria pertencimento entre grupos de pessoas que partilham as mesmas referências."
Ou seja: o meme não é só entretenimento. É um código. E quando duas pessoas entendem o mesmo código, elas se reconhecem — criam vínculo, sentem que fazem parte da mesma comunidade. Para uma geração que cresceu fragmentada em nichos digitais, microcomunidades e fandoms espalhados por plataformas diferentes, esse reconhecimento tem peso enorme. O meme funciona como passaporte de pertencimento.
Onde a GenZ consome — e o que isso diz sobre distribuição
A pesquisa também mapeou onde essa cultura vive com mais força. O Instagram lidera como plataforma de consumo de memes para 35% dos respondentes, seguido pelo TikTok (20%), YouTube (18%) e X, antigo Twitter (14%).
Esse dado importa para além do óbvio. O Instagram — com Reels e Stories — continua sendo o principal território da cultura de memes da GenZ brasileira, apesar de toda a ascensão do TikTok. Isso sugere que o formato não é o único fator determinante: a comunidade e o contexto em que o meme circula pesam tanto quanto a plataforma.
A pesquisa contou com a participação de páginas especializadas em memes como @southamericamemes, @meltedvideos, @badvibesmemes e @saquinhodelixo, entre outras, para entender a perspectiva de quem produz — não só de quem consome.
Daví Vosk, co-fundador do Saquinho Mídias Criativas, explica a importância dessa escuta:
"Por trabalhar diretamente com memes, precisamos estar atentos para entender qual é a linguagem ideal para atingir cada vez mais pessoas da GenZ. Esse estudo ajuda na compreensão de um recorte específico: pessoas que adoram memes."
O que isso significa para marcas
O dado de 80% não é só um insight sobre comportamento. É um argumento estratégico. Se a maioria da GenZ reconhece o meme como ferramenta de conexão, marcas que dominam essa linguagem têm acesso a algo que o anúncio tradicional raramente consegue: participação genuína numa conversa que já está acontecendo.
Mas dominar a linguagem do meme não é só fazer graça nas redes. É entender o código, o contexto e a comunidade. Um meme deslocado não só não conecta — ele sinaliza que a marca não faz parte daquela conversa.
O meme certo, no momento certo, para a comunidade certa, é uma das formas mais orgânicas e eficientes de uma marca entrar no feed da GenZ — e ser bem-vinda lá.
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